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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Caderno 2 - Série especial sobre moda

Fiz essa série quando estava começando no Caderno 2. Queria mostrar como a moda e a história se entrelaçam e como a moda é um reflexo da sociedade. Modesta né?

Entrevistei Joana Bosak (com direito a um dos maiores micos que já paguei em entrevistas, porque cheguei super atrasada na casa dela, mas serviu pra me ensinar uma lição). Ela foi com certeza uma ótima contribuição, mas hoje eu teria feito perguntas diferentes, eu acho. Mudaria a parte 3, sobre os anos 70.

Apesar dos erros técnicos e da redundância que eu acabei criando ao repetir no texto o que ela dizia nas sonoras, fiquei satisfeita com a edição de imagens e acho que a tentativa foi válida, vai.




quarta-feira, 23 de março de 2011

Meu post definitivo sobre a moda

Eu já quis muito trabalhar com moda. Como produtora, como publicitária, como jornalista. Já amei muito a moda. E, a cada dia, queria conhecer mais sobre o assunto. Mas quanto mais eu conhecia, mais crescia minha insatisfação. Já falei muitas vezes, e repito aqui, que eu não gosto de como a moda é tratada pelas mídias (sociais e de massa) e pela pessoas também. O único respaldo que encontro está no meio acadêmico. 

Queria muito que essa insatisfação deixasse os ambientes fechados das universidades e fosse pras ruas, pras passarelas. Mas não sou eu que vou conseguir mudar a situação. Vejo tanta gente talentosa e insatisfeita (Idéias com Acento, Edição de Luxo) querendo dar à moda o valor que ela merece, mas a frivolidade continua lá, nas Lillians e Glorias da vida, que preferem fazer piada das roupas dos ditadores sanguinários a lançar um tema pra reflexão; que preferem ridicularizar quem se veste de modo errado a perceber que moda implica individualidade. 

Já fui muito idealista, esperando que surgisse uma nova Coco Chanel ou um novo Yves Saint Laurent, mas os tempos mudaram. Apesar de tudo parecer ter aumentado de velocidade (na internet, a cada dia há mudanças significativas que alteram nossa vida on e offline), a moda continua devagar.

Resolvi então ir pra um outro ramo pelo qual tenho paixão: o jornalismo. Provavelmente saí de uma bóia e fui parar em um barco afundando, mas pelo menos vou estar fazendo o que eu realmente gosto. Sei que talvez eu tenha até mesmo mais insatisfação do que eu tenho com a moda, mas me motiva muito mais lutar pela informação que diz respeito a pessoas do que pela moda, que infelizmente está mais para marcas do que para pessoas.

Enquanto isso, vou acompanhar e torcer de longe, olhando para a moda como uma velha amiga que de vez em quando reencontro.

Já postei muito sobre isso no meu antigo blog, Valentino Dress, mas faltava um post definitivo aqui. E é esse. Abandonei o Valentino Dress quando abandonei a moda. Aliás, a palavra Valentino está ligado a marcas e eu peguei uma certa raiva da palavra "marcas" e seus derivados, por isso até mesmo larguei a Publicidade. Prometo não bater mais na mesma tecla.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Blade Runner + HQ + Moda





Fotografia: Thaís Bueno
Produção de moda: Thaís Bueno
Beleza: Carolina Gomes
Modelo: Carolina Gomes

domingo, 16 de janeiro de 2011

Fashion Rio (e o que faz meus olhos brilharem)

Eu bem que tentei, mas não consegui ficar longe da moda. Assim que abri as primeiras fotos dos desfiles do Fashion Rio Inverno 2011, meus olhos literalmente brilharam. Foi esse o meu reencontro com a moda, foi aí que eu relembrei o que é a moda pra mim e por que ela é tão apaixonante.

Entre todos, três desfiles me encantaram mais.

A Printing veio numa explosão de cores de encher os olhos em formas amplas primeiramente monocromáticas e depois em belas combinações de cores. Só não entendi as penas.

Com uma proposta completamente oposta e utilizando apenas a cor preta, Walter Rodrigues se inspirou no livro “Viagem ao Afeganistão”, de Arthur Omar, em um desfile sóbrio e reflexivo, com a Rosa de Hiroshima como trilha sonora. Lindo.

Como alternativa pra essas duas idéias opostas, a Coven, que teve como tema a tecelagem, misturou estampas (como xadrez e pied-de-poule) e terminou a coleção com um ar grunge, subvertendo até mesmo o clássico casaco "Chanel."